MATAS

Recuperação de matas
19.09.2010

O Globo Rural foi convidado a conhecer o trabalho de um fazendeiro, que há quase trinta anos começou a recuperar as matas em volta das nascentes da propriedade.

Seu Marco Túlio Paolinelli é agrônomo, mas tem certa queda para o jornalismo. Ele documentou todo o trabalho com fotos. O repórter Ivaci Matias visitou a fazenda no meio da estiagem.

São ao todo 120 hectares. Comparando uma foto d<object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1339652&autoStart=false&width=480&height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1339652&autoStart=false&width=480&height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="">http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object>e 28 atrás e outra de hoje é possível ver como o lugar era antes da recuperação da mata. Era quase um deserto e virou uma floresta.

A primeira providência de Marco Túlio foi retirar o gado. Depois ele fez curvas de nível ao redor da área degradada e canalizou a água chuva para vários bolsões interligados por canos, assim pôde conter a força da enxurrada. A água que antes varria tudo, agora se infiltra lentamente, abastecendo o lençol freático.

No caminho até uma nascente principal, que alimenta as três represas da fazenda durante todo o ano, é possível ver vários olhos d’água brotando da terra. Num deles Marco colocou um cano para observar a mina ao longo dos anos.

Feliz pela recuperação da área Marco resolveu juntar músicos de várias cidades. Em 2009 eles gravaram uma versão da música ‘Carinhoso’, de Pixinguinha e João de Barro. Para homenagear a força da natureza, que quando ajudada pelo homem, reage. E é capaz de recompor em pouco tempo uma área antes degrada.

Assista ao vídeo e veja a reportagem completa.

A propriedade do seu Marco Túlio, recebe muitas visitas, inclusive de escolas. O contato pode ser feito pelo telefone (0xx34) 3313-0770.

AGUA

Cobrança de água

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19.09.2010

A cobrança pelo uso da água está começando na Bacia do Rio São Francisco. Veja como isso está sendo feito no trecho que separa os estados da Bahia e Pernambuco.

A cobrança pelo uso da água está começando na Bacia do Rio São Francisco. Os 2.800 quilômetros de extensão do rio foram divididos em quatro partes. A repórter Isabella Ornellas mostra como isso está sendo feito no trecho que separa os estados da Bahia e Pernambuco.

No trecho do rio São Francisco, que vai de Remanso,  na Bahia, até o município de Paulo Afonso, há perto de 120 mil hectares irrigados. E é com isso que se pode produzir, em pleno semi-árido, uva, manga, acerola, goiaba, coco, entre outras culturas. A água dos perímetros irrigados é administrada pela Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba, uma empresa pública federal.

"Na verdade a Codevasf é usuária, ela que tem a outorga, então o boleto é encaminhado em nome da Codevasf, e de posse do boleto ela encaminha para que seja cobrada a parcela referente, que é de responsabilidade do usuário e a Codevasf para a outra parcela que é de responsabilidade dela”, diz Athadeu Ferreira da Silva, assessor técnico da Codevasf.

Os primeiros  boletos de 2010 começaram a ser pagos no mês de agosto. Vai pagar pelo uso da água quem capta mais de quatro litros de água por segundo, como as companhias de saneamento, indústrias e irrigantes. Só a Codevasf deve contribuir com cerca de dois milhões e quatrocentos mil reais por ano. Um dos pontos onde a empresa faz a captação é no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia.

Numa das estações de bombeamento da Codevasf, dez bombas puxam a água do rio. A cada segundo são bombeados no local 23 mil litros de água que vão irrigar os 18 mil e 500 hectares do projeto Nilo Coelho.

Por gravidade, a água percorre 60 quilômetros no canal principal e cai nos canais secundários e terciários até chegar aos lotes. Os produtores rurais e agroindústrias que utilizam a água no perímetro irrigado terão que dividir a conta com a Codevasf, de acordo com a quantidade de água utilizada em cada propriedade.

A água que corre pelos canais irriga a roça de seu Jorge. São seis hectares com coco e acerola. A conta com a nova taxa ainda não chegou ao local, mas ele já fez as contas de quanto terá que desembolsar.

O resultado não agradou o agricultor, que é também o presidente da cooperativa dos produtores do núcleo quatro do projeto.

“Vai custar pra gente em torno de 130 reais, pra seis hectares e meio de roça irrigada. Na realidade a gente está esperando vir uma coisa para nos ajudar, mas isso daí é mais uma coisa para somar às contas que nós já pagamos”, declara Jorge Mariano, presidente da cooperativa do N-4.

O valor das tarifas foi definido com base na experiência dos comitês de outras bacias. Os recursos serão utilizados em projetos de recuperação do rio. É o que explica Geraldo dos Santos, o presidente do comitê gestor. “Eu cito como primeiro lugar, trabalharmos na preservação das áreas de recarga, é onde a chuva e onde nós podemos captar esta água para que ela vá para os lençóis e que possam verter depois nas nossas nascentes”, diz.

Além dos agricultores que têm irrigação, também vão pagar tarifa as empresas de energia, as de saneamento e abastecimento de água das cidades e as indústrias. Cada uma com critérios e valores diferentes. A previsão para o ano que vem é arrecadar vinte milhões de reais em toda a bacia.