AGUA

Cobrança de água

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19.09.2010

A cobrança pelo uso da água está começando na Bacia do Rio São Francisco. Veja como isso está sendo feito no trecho que separa os estados da Bahia e Pernambuco.

A cobrança pelo uso da água está começando na Bacia do Rio São Francisco. Os 2.800 quilômetros de extensão do rio foram divididos em quatro partes. A repórter Isabella Ornellas mostra como isso está sendo feito no trecho que separa os estados da Bahia e Pernambuco.

No trecho do rio São Francisco, que vai de Remanso,  na Bahia, até o município de Paulo Afonso, há perto de 120 mil hectares irrigados. E é com isso que se pode produzir, em pleno semi-árido, uva, manga, acerola, goiaba, coco, entre outras culturas. A água dos perímetros irrigados é administrada pela Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba, uma empresa pública federal.

"Na verdade a Codevasf é usuária, ela que tem a outorga, então o boleto é encaminhado em nome da Codevasf, e de posse do boleto ela encaminha para que seja cobrada a parcela referente, que é de responsabilidade do usuário e a Codevasf para a outra parcela que é de responsabilidade dela”, diz Athadeu Ferreira da Silva, assessor técnico da Codevasf.

Os primeiros  boletos de 2010 começaram a ser pagos no mês de agosto. Vai pagar pelo uso da água quem capta mais de quatro litros de água por segundo, como as companhias de saneamento, indústrias e irrigantes. Só a Codevasf deve contribuir com cerca de dois milhões e quatrocentos mil reais por ano. Um dos pontos onde a empresa faz a captação é no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia.

Numa das estações de bombeamento da Codevasf, dez bombas puxam a água do rio. A cada segundo são bombeados no local 23 mil litros de água que vão irrigar os 18 mil e 500 hectares do projeto Nilo Coelho.

Por gravidade, a água percorre 60 quilômetros no canal principal e cai nos canais secundários e terciários até chegar aos lotes. Os produtores rurais e agroindústrias que utilizam a água no perímetro irrigado terão que dividir a conta com a Codevasf, de acordo com a quantidade de água utilizada em cada propriedade.

A água que corre pelos canais irriga a roça de seu Jorge. São seis hectares com coco e acerola. A conta com a nova taxa ainda não chegou ao local, mas ele já fez as contas de quanto terá que desembolsar.

O resultado não agradou o agricultor, que é também o presidente da cooperativa dos produtores do núcleo quatro do projeto.

“Vai custar pra gente em torno de 130 reais, pra seis hectares e meio de roça irrigada. Na realidade a gente está esperando vir uma coisa para nos ajudar, mas isso daí é mais uma coisa para somar às contas que nós já pagamos”, declara Jorge Mariano, presidente da cooperativa do N-4.

O valor das tarifas foi definido com base na experiência dos comitês de outras bacias. Os recursos serão utilizados em projetos de recuperação do rio. É o que explica Geraldo dos Santos, o presidente do comitê gestor. “Eu cito como primeiro lugar, trabalharmos na preservação das áreas de recarga, é onde a chuva e onde nós podemos captar esta água para que ela vá para os lençóis e que possam verter depois nas nossas nascentes”, diz.

Além dos agricultores que têm irrigação, também vão pagar tarifa as empresas de energia, as de saneamento e abastecimento de água das cidades e as indústrias. Cada uma com critérios e valores diferentes. A previsão para o ano que vem é arrecadar vinte milhões de reais em toda a bacia.

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